Se esta obra é de homens, se desfará, mas, se é do Altíssimo, não podereis desfazê-la. (Actos 5:38,39).


"Aquele que deseja conhecer a verdade, deve estar disposto a aceitar tudo o que ela revela. Não pode ter nenhuma transigência com o erro. Ser vacilante e morno para com a verdade, é preferir as trevas do erro e a ilusão satânica." O Desejado de Todas as Nações, (cap. O Sermão da Montanha) pág. 257.

Lê o artigo: "Novas Verdades", (http://1assimdizosenhor.blogspot.com/2011/02/novas-verdades.html
)

sábado, 8 de janeiro de 2011

Mãos Criminosas Alteraram os Escritos de Ellen White

Os cristãos primitivos e os pioneiros adventistas não acreditavam na doutrina da trindade. Era para os primeiros um termo desconhecido, e para os segundos um termo rejeitado. Como foi possível que cerca de 2000 anos depois, eu tenha sido ensinado, pelos pastores adventistas, a crer na trindade?! Verdadeiramente, estamos perante uma grande conspiração contra Ellen White, o que também demonstrarei! Este artigo analisará, entre outras coisas, diversas declarações anti-trinitárias dos pioneiros, incluindo Ellen White, assim como a declaração de fé dos mesmos e as alterações que sofreu após a morte de Ellen White.


A Falsa Doutrina da Trindade e os Escritos dos Pioneiros e de Ellen White.

·        A Doutrina Que os Cristãos Primitivos e os Pioneiros Adventistas Desconheciam

Depois que discerni o erro da trindade, heresia católica infiltrada no seio da cristandade e até mesmo entre a igreja adventista do sétimo dia (mesmo que lhe queiram falsamente chamar de divindade), a qual frequentei durante 23 anos, comecei a estudar mais sobre os cristãos primitivos e os pioneiros adventistas. Pude concluir pelo estudo da Bíblia e escritos de Ellen White, bem como de escritos históricos, que tanto os primeiros como os segundos não acreditavam na doutrina da trindade. Era para os primeiros um termo desconhecido, e para os segundos um termo rejeitado. A herança cristã é acima de tudo judaica ou, se quisermos, hebraica. Os hebreus durante séculos aguardaram pelo Messias ou o Cristo, o Ungido de Jeová (Sl. 2:2). Na realidade, aqueles que rejeitaram Jesus Cristo, ainda hoje esperam o Messias da promessa.

A igreja cristã originou-se com os judeus que aceitaram a Jesus como o Messias. Esta era a sua particularidade, além de que para eles, a lei cerimonial não mais tinha valor. Não houve mudança de Deus, mandamentos ou de princípios doutrinais (Dt. 6:4; Mr. 12:29; I Jo. 2:24 e 5:3), apenas a aceitação do que estava profetizado, a vinda do Cristo (Dt. 18:15; Is. 42:1-7). Continuaram crendo no Deus único (I Cor 8:6)!

Como foi possível que cerca de 2000 anos depois, eu tenha sido ensinado, pelos pastores adventistas, a crer na trindade?! A tolice de alguns é tão grande, que chega ao ponto de crer que aos hebreus não foi revelada essa “verdade”. Então, essa “verdade” foi revelada muito mais tarde, a uma igreja apóstata dirigida pelo iníquo (II Tes. 2:3)?! E por essa igreja foi confirmada?!

A apostasia não é revelação nem confirmação de verdades, mas da mentira! Apostasia é destruição da verdade!

·        Teólogos Adventistas Procuram  Distorcer os Escritos de Ellen White

Fico completamente indignado ao ler as barbaridades tais como as que foram publicadas por Woodrow Whidden, Jerry Moon e John W. Reeve, teólogos adventistas. Se os editores da Casa o permitiram, é porque esse é o pensamento da igreja em geral. Esta estirpe de pessoas só demonstram ser verdadeiros enganadores, tiranos religiosos, cuja estupidez – ou melhor, querem fazer dos outros parvos e tolos! – está estampada no que escreveram, seguindo o exemplo dos padres católicos que, para defenderem as suas doutrinas, têm que inventar toda a explicação possível e imaginária para forjar o texto bíblico. Estes autores o fizeram não só com a Bíblia, mas também com os escritos de Ellen White:

 “1888 – Cristo era “o único Ser em todo o Universo que poderia entrar nos conselhos e propósitos de Deus” (O Grande Conflito, [1888], pág. 493; Patriarcas e Profetas [1890], pág. 34). O contexto mostra que “o único Ser” se encontra em contraste com os anjos. Entretanto, a expressão é anterior à exposição mais ampla do papel do Espírito Santo.” Trindade, pág. 238.

Ou seja, estes autores (ou antes, destruidores do texto), numa tentativa falhada de ultrapassarem determinadas citações explicitamente anti-trinitarianas de Ellen White, vão ao ponto de diminuir a Jesus. Está em contraste sim, não só com os anjos, mas com todos os seres inteligentes do Universo. Isto é óbvio, pois Jesus não é um Ser criado mas gerado do Pai, o unigénito Filho de Deus. Mas não é isso que Ellen White está dizer, mas sim que, além de Deus, o Pai, o Ser Soberano do Universo, Jesus é o único Ser, repito, o único Ser que poderia participar em Seus conselhos, o que claramente demonstra que a autoridade do Pai é exclusiva (At. 1:7). Não resta portanto, espaço para um terceiro ou quarto ser!

Por outro lado, se acham que a questão se resume ao contraste entre Cristo e os anjos, então para estes trinitarianos, (tendo em conta que consideram Deus como o Pai, o Filho e o Espírito Santo), ou o Pai e o Espírito Santo não seriam “Seres”, o que é um paradoxo, ou então, estariam numa escala superior a Cristo, o que é uma negação clara da trindade. Como é possível esses “bandidos” terem a coragem de blasfemar de Cristo num livro institucional?! Por outro lado, estão de certa forma a afirmar que a expressão “o único Ser” passou de validade por posterior e mais “ampla” revelação sobre o papel do Espírito Santo. Isto seria uma pura contradição como veremos mais adiante! Verdadeiramente, estes três autores não passam de escarnecedores da Palavra inspirada. Só podem vir de Babilónia!

Mas a “saga” continua. Depois de uma série de frases de Ellen White organizadas por datas, a fim de sugerir a ideia de que Ellen White teve que evoluir em sua teologia, conseguem ainda fazer as seguintes afirmações disparatadas:

“Em primeiro lugar, esta sequência de conceitos mostra uma clara progressão do simples para o complexo, revelando que a compreensão de Ellen White cresceu e se modificou à medida que ela recebia luz adicional. Fernando Canale destacou que o desenvolvimento é similar ao que encontramos no Novo Testamento (Canale, “Doctrine of God”, pags. 128-130). Nos Evangelhos, o primeiro desafio foi convencer os discípulos de que Cristo era um com o Pai. Uma vez que o conceito monoteísta dos mesmos se expandiu para aceitar “um Deus” em duas pessoas divinas, tornou-se comparativamente mais fácil conduzi-los ao reconhecimento do Espírito Santo como a terceira pessoa divina. (…)

Será que ela mudou de uma visão semi-ariana para uma trinitariana, ou mantinha privadamente uma opinião trinitariana todo o tempo? Não é possível apresentar uma resposta taxativa a esse respeito. (…)

Em qualquer caso, seus escritos posteriores relativos à trindade jamais requereram que ela repudiasse declarações anteriores. Ela simplesmente escreveu do modo mais específico que suas visões lhe permitiram.” Trindade, pág. 239,240. 

Isto é lixo teológico. Do mais nauseabundo que se pode encontrar. Pode ser que lá nos Estados Unidos alguém se lembre de queimar também este género de livros!

Dizer que a compreensão de alguém cresça, ou se amplie é uma coisa, mas dizer que se modificou é outra completamente diferente! É o mesmo que dizer que Ellen White em determinado momento recebeu uma informação de Deus, e algum tempo depois Deus revelou-lhe o contrário. Isto é um contrasenso!

A luz adicional que ela possa ter recebido de Deus sobre qualquer aspecto, não pôde ter anulado, de maneira alguma, a luz já recebida. Como é que ela podia ter recebido inspiração de Deus para descrever as coisas de uma forma, e logo de seguida de uma forma completamente contrária?! Se assim fosse, então ela teria obviamente que repudiar seus escritos. Mas creio que, verdadeiramente, estamos perante uma grande conspiração contra Ellen White, o que também demonstrarei!

Quanto à pergunta colocada pelos autores em questão, quero dizer que, em momento nenhum Ellen White se demonstrou a favor da trindade, pelo contrário, condenou-a claramente. Exemplos disso são: sua aprovação dos Yearbooks da igreja (anuários oficiais da igreja onde ficaram registados os princípios fundamentais dos adventistas do sétimo dia em uma declaração de fé), cujas declarações oficiais eram semi-arianas; seu consentimento com muitas frases antitrinitarianas na Review and Herald, principal meio de comunicação da igreja na época, e noutras publicações; suas próprias declarações não só a respeito da divindade, mas também quanto ao caso da apostasia do Dr. Kellogg. Passo a apresentar cada um destes exemplos respectivamente.


Declarações de Fé Acerca da Divindade
Primeira declaração de fé, escrita por Urias Smith, em 1872:





Passo a apresentar a mesma declaração de fé, que foi publicada nos anuários da denominação adventista do sétimo dia,  entre 1889 e 1914, estando Ellen White ainda viva.

Capa e página 293 do anuário (year book) de 1914, (Clica na imagem para aumentar):              



A referida declaração de fé, diz o seguinte (traduzido para o português):
Que existe um Deus, um Ser pessoal, espiritual, o criador de todas as coisas, onipotente, omnisciente, e eterno; infinito em sabedoria, santidade, justiça, bondade, verdade e misericórdia; imutável; e presente em toda parte por seu representante o Espírito Santo.
 Que existe um Senhor Jesus Cristo, o Filho do Eterno Pai, pelo qual todas as coisas foram criadas e por quem elas existem.” Yearbook, 1889, 1894, 1905-1914.
Portanto, Ellen White, que se contou entre aqueles que aprovaram estas palavras, cria no Espírito Santo, não como uma pessoa separada do Pai ou do Filho, mas como o representante de Deus. Caso contrário, ela teria se oposto a estas declarações onde não existe alínea separada para o Espírito Santo. Redigidas por Uriah Smith em 1872, permaneceram as mesmas durante vários anos, desde a sua primeira publicação, na “Signs of the Times” em 1874, nos anuários em 1889, 1894, e de 1905 até 1914 inclusivamente.
Após o anuário de 1914 não tornaram a publicar as declarações de fé nos anuários senão em 1931, com 17 anos de intervalo – e depois da morte da irmã White – para se certificarem que o assunto ficava bem esquecido na mente das pessoas. A declaração de fé que apareceu no anuário de 1931 – repito, após 17 anos de silêncio com relação a crenças – era bem diferente, pois aí passou a haver uma alínea específica para o Espírito Santo.
Capa e página 377 do anuário (year book) de 1931, onde as crenças foram modificadas:




·        Declarações Antitrinitárias dos Pioneiros Adventistas

Seguidamente apresento, em ordem cronológica, várias declarações dos pioneiros adventistas, expressamente antitrinitárias, tanto do período anterior ao estabelecimento da igreja adventista do sétimo dia, como do período que se seguiu, até alguns anos depois da morte de Ellen White, ou seja, perto de 100 anos de história dos adventistas.

Joseph Bates: “Com respeito à Trindade, concluí que me era impossível crer que o Senhor Jesus Cristo, o Filho do Pai, era também o Deus Todo-poderoso, o Pai, um e o mesmo ser.” A Trindade, pág. 216, 1827.
James White: ““Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos, e exortar-vos a batalhar seriamente pela fé que uma vez foi dada aos santos. Porque se introduziram alguns, que já antes estavam escritos para este juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de Deus e negando o único Senhor Deus e nosso Senhor Jesus Cristo.” Jd. 3, 4, (Traduzido directamente da King James).

A exortação para batalhar pela fé entregue aos santos, é especificamente para nós. E é muito importante para nós saber para quê e como batalhar. No 4º verso ele dá-nos a razão porque nós devemos batalhar pela fé, uma fé peculiar; “Porque se introduziram alguns” ou uma determinada classe, os quais negam o único Senhor Deus e nosso Senhor Jesus Cristo. … A forma pela qual os espiritualistas têm posto de parte ou negado o único Senhor Deus e nosso Senhor Jesus Cristo, é em primeiro lugar, a utilização do antigo e anti-escriturístico credo trinitário, isto é, que Jesus é Deus eterno, embora eles não tenham uma passagem das escrituras que dê suporte a isso, enquanto nós temos claros testemunhos bíblicos em abundância que ele é o Filho do Eterno Pai.” The Day Star, 24 de Janeiro de 1846. (Ver também Trindade, pág. 235.)
(Frase traduzida do inglês, do site:
“Reivindicar que os ensinamentos do Filho e seus apóstolos são os mandamentos do Pai [defendendo que os 10 mandamentos foram abolidos], está tão longe da verdade como o velho absurdo trinitário que Jesus é verdadeiramente o Deus eterno.” Review and Herald, 5 de Agosto de 1852, vol. 3, nº7, pág. 52, par. 42.
James White: "Como erros fundamentais, nós poderíamos classificar com este falso Sábado outros erros que os protestantes trouxeram da igreja católica, como o batismo por aspersão, a trindade, a consciência dos mortos e o tormento eterno. A multidão que agarrou estes erros fundamentais, fez isto ignorantemente, sem dúvida; mas pode isto ser suposto, que a igreja de Cristo levará  junto de si estes erros até às cenas do julgamento que irromperão sobre  o mundo? Nós não acreditamos.” Review and Herald , 12 de Setembro de 1854, vol. 6, nº5, pág. 36, par. 7.

J.N.Andrews: “A doutrina da Trindade, a qual foi estabelecida na igreja pelo concílio de Nicéia em 325 d.c. Essa doutrina destrói a personalidade de Deus e seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor. As medidas infames pelas quais foi imposta à igreja, as quais aparecem nas páginas da história eclesiástica, podem bem causar vergonha em cada um dos crentes naquela doutrina.” Review and Herald, 6 de Março de 1855, vol. 6, nº24, pág. 185, par. 34.

James White: “Aqui podemos mencionar a Trindade, que faz desaparecer a personalidade de Deus e de seu Filho Jesus Cristo, e o aspergir ou derramar em vez de ser “sepultados com Cristo no batismo”, “plantados na semelhança da sua morte”; mas nós passámos dessas fábulas para prestar atenção a uma que é considerada sagrada por quase todos os professos cristãos, tanto Católicos e Protestantes. É, a mudança do sábado do quarto mandamento, do sétimo para o primeiro dia da semana.” Review and Herald, 11 de Dezembro, 1855, vol. 7, no. 11, page 85, par. 15, 16.  


James White: “O “mistério da iniquidade” começou a operar na igreja nos dias de Paulo. Por último, pôs de parte a simplicidade do evangelho, e corrompeu a doutrina de Cristo, e a igreja foi para o deserto. Martinho Lutero, e outros reformadores, surgiram na força de Deus, e com a Palavra e o Espírito, fizeram grandes avanços na Reforma. A grande falta que podemos encontrar na Reforma é, que os Reformadores pararam de reformar. Se eles tivessem continuado em frente, até terem deixado para trás o último vestígio do papado, tal como a imortalidade natural, o batismo por aspersão, a trindade, a guarda do domingo, e a igreja agora estaria livre de erros anti-escriturísticos.” Review and Herald, 7 de Fevereiro de 1856, vol. 7, no. 19, pág. 148, par. 22.

Pergunta colocada a  J. N. Loughborough e respectiva resposta:

Quais são as sérias objecções à doutrina da trindade? (…)

1. Não está muito de acordo com o senso comum, falar de três sendo um, e um sendo três. Ou como alguns o expressam, chamando Deus “o Deus Triúno”, ou “o Deus três em um”. Se cada um, Pai, Filho, e Espírito Santo são Deus, seriam três Deuses; por três vezes um não é um, mas três. Num certo sentido eles são um, mas não uma pessoa, como reclamado pelos Trinitários.

2. É contrário à Escritura. Quase todas as porções do Novo Testamento que possamos abrir, nas quais ocorre falar do Pai e do Filho, representam-nos como duas pessoas distintas. O décimo-sétimo capítulo de João por si só, é suficiente para refutar a doutrina da trindade. 

Mais de quarenta vezes, naquele único capítulo Cristo fala de Seu Pai como uma pessoa distinta de si próprio. O Pai estava no céu e Ele sobre a Terra. O Pai enviou-o. Dando-lhe aqueles que creram. Ele devia então ir para o Pai. E neste mesmo testemunho ele mostrou-nos em que consiste a unicidade do Pai e do Filho. É o mesmo que a unicidade dos membros da igreja de Cristo.


“Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste.” De um só coração e uma só mente. De um só propósito em todo o plano idealizado para a salvação do homem. Leiam o décimo-sétimo capítulo de João e vejam se ele não deita completamente por terra a doutrina da Trindade.

Para acreditar naquela doutrina, quando lemos a escritura devemos acreditar que Deus se enviou a si mesmo ao mundo, morreu para reconciliar o mundo consigo mesmo, ressuscitou-se a si mesmo, ascendeu por Ele próprio ao céu, intercedeu perante ele mesmo no céu para reconciliar o mundo consigo mesmo, e é o único mediador entre o homem e ele mesmo. É inaceitável colocar a natureza humana de Cristo [ou seja, o “Jesus homem”] (de acordo com os trinitários) como o Mediador [Isto remove Jesus de Sua posição de divino Salvador e Mediador]; por isso Clarke diz: “Sangue humano não é mais capaz de apaziguar Deus do que sangue de porco.” Comentário em II Sm. 21:10. Nós devemos também acreditar que no jardim Deus orou por si próprio, se isto fosse possível, para deixar a taça passar de si mesmo, e milhares de outros absurdos. 

Leiam cuidadosamente os seguintes textos, comparando-os com a ideia que Cristo é o Omnipotente, Omnipresente, Supremo, e o único Deus existente por si mesmo: Jo. 14:28; 17:3; 3:16; 5:19, 26; 11:15; 20:19; 8:50; 6:38; Mc. 8:32; Lc. 6:12; 22:69; 24:29; Mat. 3:17; 27:46; Gál. 3:20; I Jo. 2:1; Ap. 5:7; Act. 17:31. Ver também em Mat. 11:25, 27; Lc. 1:32; 22:42; Jo. 3:35, 36; 5:19, 21, 22, 23, 25, 26; 6:40; 8:35, 36; 14:13; 1 Cor. 15:28, etc.

A palavra Trindade não ocorre em nenhum lugar na Escritura. O principal texto que é suposto ensinar isso é I Jo. 5:7, o qual é uma interpolação [intercalação de palavras ou frases que não pertencem a um texto]. Clarke diz: “De cento e treze manuscritos, cento e doze não o contêm. Não aparece em nenhum manuscrito, antes do décimo século. E o primeiro lugar em que o texto aparece em Grego, é na tradução Grega dos actos do Concílio de Latrão, aprovada em 1215 d.c.”(…)

3. A sua origem é pagã e mitológica. Em vez de nos apontar as escrituras para provar a trindade, nós somos direcionados para o tridente dos Persas, com a reivindicação que “por isto eles designaram ensinar a ideia de uma trindade, e se eles têm a doutrina da trindade, eles devem ter recebido isso do povo de Deus por tradição. Mas tudo isto é suposto, por isso é certo que a igreja Judaica não sustentou tal doutrina.” Diz o Sr. Summerbell: “Um amigo meu que estava presente numa sinagoga de New York, pediu ao Rabbi uma explicação da palavra “Elohim”. Um pastor trinitário que estava de lado, replicou: “Ora! Existe referência às três pessoas na Trindade”, quando um Judeu avançou e disse que ele não deveria mencionar novamente aquela palavra, ou então eles teriam de forçá-lo a deixar a casa; não era permitido mencionar o nome de nenhum deus estranho na sinagoga.” (Discussion between Summerbell and Flood on Trinity, pág. 38). Milman diz que a ideia do tridente é mitológica (Hist. Christianity, pág. 34).

Esta doutrina da Trindade foi trazida para a igreja no mesmo tempo em que a adoração de imagens, e a guarda do domingo e não é mais do que a doutrina dos persas remodelada. Demorou cerca de trezentos anos, desde a sua introdução, para tornar a doutrina naquilo que é hoje. Isso começou aproximadamente em 325 D.C., e não se completou senão em 681. Ver Milman’s Gibbon’s Rome, vol.4, pág. 422. Foi adoptado em Espanha em 589, em Inglaterra em 596, em África em 534. – Gib. Vol.4, págs. 114, 345; Milner, vol.1, pág. 519.” J. N. Loughborough, Review and Herald, 5 de Novembro de 1861, vol. 18, page 184, par. 1-11.

J. H. Waggoner: “O grande equívoco dos trinitarianos, ao argumentarem esse assunto, é este: Eles não fazem diferença entre negar a trindade e negar a divindade de Cristo. Eles só vêem os dois extremos entre os quais está a verdade; tomam cada expressão referente à pré-existência de Cristo como uma prova da trindade. As Escrituras ensinam abundantemente a pré-existência de Cristo e a sua divindade, mas são inteiramente silenciosas quanto à Trindade.

A declaração que o divino Filho de Deus não morre, está tão longe dos ensinamentos da Bíblia como as trevas da luz. Nós perguntariamos aos Trinitarianos, a qual das duas naturezas devemos a redenção? A resposta seria obviamente a natureza que morre e que derramou seu sangue por nós, porque nós temos redenção por meio de Seu sangue. Então fica evidente que, se unicamente a natureza humana morre, o nosso redentor é unicamente humano e que o divino Filho de Deus não teve parte na nossa salvação, pela qual não morreu e nem sofreu. Certamente nós falamos bem, que a doutrina de uma trindade degrada a expiação, trazendo o sacrifício, o sangue pelo qual fomos comprados, baixar para a norma do socinianismo.” J. H. Waggoner, 1884, The Atonement In The Light Of Nature And Revelation, pág. 173 (Também se encontra em Review and Herald, 10 de Novembro 1863, vol. 22, pág. 189, par. 16).

James White: “Jesus orou para que seus discípulos fossem um como ele era um com o seu Pai. Esta oração não contemplou um discípulo com doze cabeças, mas doze discípulos, sendo um em objectivo e esforço na causa de seu mestre. Nem tão-pouco são o Pai e o Filho partes do "Deus três em um." Eles são dois seres distintos, embora sejam um no propósito e realização da redenção. Os remidos, do primeiro que toma parte na grande redenção, até ao último, todos atribuem a honra, e glória, e louvor, de sua salvação, a Deus e ao Cordeiro.” Life Incidents, pág. 343, 1868. 
R.F. Cottrell: “Que uma pessoa seja três pessoas, e que três pessoas sejam uma só pessoa, é uma doutrina que nós podemos proclamar ser uma doutrina contrária à razão e ao senso comum. A natureza e atributos de Deus estão acima, muito além, fora do alcance do meu senso e razão, apesar disso acredito neles. Mas a doutrina à qual eu me oponho é contrária, sim, é essa a palavra, ao próprio sentido e razão que o próprio Deus implantou em nós. Ele não nos pede que acreditemos em tal doutrina. Um milagre está para além da nossa compreensão, mas todos acreditamos em milagres, julgados pelos nossos sentidos. O que vemos e ouvimos convence-nos que há um poder que efectuou o mais maravilhoso milagre de criação. Mas o nosso Criador fez ser um absurdo para nós que uma pessoa seja três pessoas, e três pessoas uma pessoa; e na sua palavra revelada ele nunca nos pediu para acreditar nisso. (…) 
Mas sustentar a doutrina da Trindade, não é tanto uma evidência de uma má intenção, como de intoxicação daquele vinho que todas as nações beberam. O fato de que esta era uma das mais importantes doutrinas, senão a principal, sobre a qual o bispo de Roma foi exaltado ao papado, não recomenda muito em seu favor. Isto deveria levar os homens a investigar por si mesmos, como quando os espíritos de demônios fazem milagres para provar a imortalidade da alma. Nunca tendo duvidado disso antes, eu agora a provaria até o fundo, por aquela palavra que o Espiritualismo moderno anula. (…)

A revelação ultrapassa-nos, mas em nenhuma instância contraria o raciocínio correcto e o sentido comum. Deus não reivindicou, como têm feito os papas, que ele podia “fazer justiça ou injustiça”, nem tão pouco, depois de nos ter ensinado a contar, nos disse que não há diferença entre números singulares e plurais. Acreditemos em tudo o que Ele revelou, e não lhe acrescentemos nada mais.” Review and Herald, 6 de Julho de 1869, vol. 34, nº 2, págs. 10,11.
James White: “Paulo afirma acerca do Filho de Deus que ele era em forma de Deus, e que ele era igual a Deus. “Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus” (Fil. 2:6). A razão pela qual não é usurpação para seu Filho o ser igual ao Pai é o facto de que ele é igual ... A inexplicável Trindade que faz a Divindade três em um e um em três, é ruim o suficiente, mas aquele ultra Unitarismo [Crença em Jesus como homem apenas] que faz Cristo inferior ao Pai é pior. Teria Deus dito a um inferior, “Façamos o homem à nossa imagem”?” Review and Herald, 29 de Novembro de 1877, vol. 50, nº22, pág. 172. 
E. J. Waggoner: “Ao defender a igualdade perfeita do Pai e do Filho, e o fato de que Cristo é em sua própria natureza Deus, não pretendemos ser entendidos como ensinando que o Pai não existia antes do Filho. Não seria necessário salvaguardar este ponto, com receio de que alguns pensem que o Filho existiu desde a mesma altura que o Pai; ainda assim, alguns vão a esse extremo, o que não acrescenta nada à dignidade de Cristo, mas antes diminui a honra devida a ele, uma vez que muitos preferem deitar tudo a perder e aceitar uma teoria tão obviamente em discordância com a linguagem das Escrituras, que Jesus é o Filho unigénito de Deus. Ele foi gerado, não criado. Ele é da mesma substância do Pai, portanto, em sua essência, ele é Deus, e sendo assim "aprouve a Deus que, nele,  habitasse toda a plenitude." Col. 1:19 ... Enquanto ambos são da mesma natureza, o Pai é primeiro em questão de tempo. Ele também é maior pois que não teve começo, enquanto a personalidade de Cristo teve um começo.” E. J. Waggoner, The Signs of the Times, 8 de Abril, 1889.
(Frase traduzida a partir do inglês, do site :
E. J. Waggoner: “Finalmente, conhecemos a unidade divina do Pai e do Filho pelo fato de que ambos têm o mesmo Espírito. Paulo, depois de dizer que os que estão na carne não podem agradar a Deus, continua: "Mas vós não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Agora, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele. "Rom. 8:9. Aqui vemos que o Espírito Santo é o Espírito de Deus e o Espírito de Cristo….” (E. J. Waggoner, 1890, Christ and His Righteousness, págs 23, par. 1.

Urias Smith: “O termo “Espírito [Fantasma] Santo”, é uma tradução cruel e repulsiva. Deveria ser “Santo Espírito” (hagion pneuma) em toda a situação. Este Espírito é o Espírito de Deus, e o Espírito de Cristo; sendo o Espírito o mesmo quer seja referido como pertencendo a Deus ou a Cristo. Mas em relação a este Espírito, A Bíblia utiliza expressões que não se podem harmonizar com a ideia de que é uma pessoa como o Pai e o Filho. Antes, é demonstrado ser uma divina influência partindo de ambos, o meio que representa a sua presença e pela qual eles têm conhecimento e poder por todo o universo, quando não pessoalmente presentes. Cristo é uma pessoa, agora oficiando como sacerdote no santuário no céu, e ainda assim ele diz, onde quer que dois ou três estejam reunidos em seu nome, ele estará no meio deles (Mt. 18:20). Como? Não pessoalmente, mas pelo Seu Espírito. Em um dos seus discursos (Jo. 14-16) este Espírito é personificado como “o Consolador”, e como tal, tem os pronomes pessoal e relativo, “ele”, “aquele”, e “quem”, a ele aplicados.
Mas normalmente fala-se dele de uma forma que mostra que não pode ser uma pessoa, como o Pai e o Filho. Por exemplo, é frequentemente dito ser “derramado”. Mas nós nunca lemos acerca de Deus ou Cristo serem derramados. Se fosse uma pessoa, não seria nada estranho aparecer em forma corpórea, e ainda quando apareceu assim, esse facto foi referido como peculiar. Assim Lucas 3:22 diz: “ E o Santo Espírito desceu sobre ele em forma corpórea como pomba.” Mas a forma não é sempre a mesma, porque no dia de Pentecostes assumiu a forma de “línguas repartidas, como que de fogo” (At. 2:3,4). Novamente nós lemos dos sete Espíritos de Deus enviados a toda a terra” (Ap. 1:4; 3:1; 4:5; 5:6). É inquestionável que isto é simplesmente uma designação do Santo Espírito, posto nesta forma para significar a perfeição e plenitude. Mas dificilmente poderia ser assim descrito se fosse uma pessoa. Nós nunca lemos sobre sete Deuses ou sete Cristos.Review and Herald, 28 de outubro de 1890.
Uriah Smith: “Pode então não ser descabido para nós considerar por um momento o que é este Espírito, qual a sua função, qual a sua relação com o mundo e com a igreja, e o que é que o Senhor através dele propõe fazer pelo seu povo. O Santo Espírito é o Espírito de Deus; é também o Espírito de Cristo. É aquela divina, misteriosa emanação por meio da qual eles levam avante a sua grande e infinita obra.

É chamado o Espírito Eterno; é um espírito que é omnisciente e omnipresente; é o espírito que se movia, ou pairava, sobre a face das águas nos primeiros dias quando reinava o caos, e de fora do caos foi trazida a beleza e a glória deste mundo. É a agência pela qual a vida é concedida; é o meio pelo qual todas as bênçãos e graças de Deus chegam até nós. É o Consolador; é o Espírito da verdade; é o Espírito de Esperança; é o Espírito de Glória; é a conexão vital entre nós e o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo; porque os apóstolos dizem-nos que se nós “não tivermos o Espírito de Cristo”, nós “não somos dele”. É um espírito amável; que pode ser insultado, pode ser ofendido, pode ser extinto. É aquela agência por meio da qual seremos introduzidos, se alguma vez chegarmos a ser introduzidos, à imortalidade. Por isso Paulo diz, que “se o espírito d’Aquele que dentre os mortos ressuscitou a Cristo habita em vós, … também vivificará os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita” (Rom. 8:11); que é o Espírito de Cristo. (...) 

Vocês notarão nestes poucos versos o apóstolo realçar as três grandes agências que estão relacionadas com esta obra: “Deus, o Pai; Cristo, Seu Filho; e o Espírito Santo.” Uriah Smith, 18 Março, 1891, General Conference Daily Bulletin, vol. 4, (Sermon delivered by elder Uriah Smith, Sabbath, March 14, 1891), pág. 147, par. 4.

É interessante notarmos que Urias Smith, não considerando o Espírito Santo uma pessoa diferente do Pai e do Filho, mas a influência de ambos, usou a expressão “as três agências”. Vemos desta foma que ele não está de forma alguma a defender a trindade, pelo contrário, pois Urias Smith, bem como os pioneiros em geral, entre os quais Ellen White, eram antitrinitarianos. Da mesma forma que seria ridículo utilizar esta frase para dizer que Urias Smith cria na trindade, assim o é com algumas frases de Ellen White; ainda que contendo expressões semelhantes, ela não pretendia de forma nenhuma defender a trindade como veremos mais adiante ao analisarmos o que ela diz acerca da divindade:

Ellen White: “Há alguns que, tendo aceito teorias errôneas, procuram estabelecê-las colecionando de meus escritos declarações verídicas, as quais são por eles usadas fora de seu devido contexto e deturpadas pela associação com o erro.” Carta 136, 27 de Abril, 1906, para os irmãos Butler, Daniels, and Irwin, (This Day with God, pág. 126, par. 3).

Uriah Smith: “Somente Deus é sem começo. Numa época inicial em que poderia ter havido um começo – um período tão remoto que para a mente finita, é essencialmente a eternidade  – apareceu a Palavra. "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus." João 1:1. Esta Palavra não criada era o Ser, que, na plenitude dos tempos, se fez carne e habitou entre nós. Seu início não foi como o de qualquer outro ser no universo. Isto é demonstrado nas expressões misteriosas, "o seu [de Deus] Filho unigênito" (João 3:16; I João 4:9), "o unigênito do Pai" (João 1:14), e "Eu saí e vim de Deus." João 8:42. Assim, parece que por algum impulso divino ou processo, não criação, que só é conhecido da Omnisciência, e só é possível à Omnipotência, o Filho de Deus apareceu. E então o Espírito Santo (por uma enfermidade de tradução chamado "Espírito [fantasma; do inglês “Ghost”] Santo"), o Espírito de Deus, o Espírito de Cristo, a inspiração divina e o meio de seu poder, o representante de ambos (Sl 139:7), existia também.” Looking Unto Jesus, pág. 10, par. 1, 1898.
Ellen White: “Não é aos homens que devemos exaltar e adorar, é a Deus, o único Deus verdadeiro e vivo, a quem são devidos nosso culto e reverência. ... Unicamente o Pai e o Filho devem ser exaltados.” Filhos e Filhas de Deus, 21 de fevereiro de 1956, pág. 58 (The Youth's Instructor, 7 de julho de 1898).

Stephen N. Haskell: “Antes da criação do nosso mundo, “houve guerra no céu”. Cristo e o Pai fizeram aliança um com o outro; e Lúcifer, o querubim cobridor, ficou com inveja porque não foi admitido no eterno concílio dos Dois que se sentavam sobre o trono.”The Story of the Seer of Patmos, págs. 217, 1905)
 
“Cristo foi o primogénito no céu; Ele foi do mesmo modo o primogénito de Deus sobre a terra, e herdeiro do trono do Pai. Cristo, o primogénito, apesar de Filho de Deus, estava vestido da humanidade, e aperfeiçoou-se pelo sofrimento. Ele tomou a forma de homem, e por toda a eternidade, Ele permanecerá um homem.” Idem, págs. 98 e 99, 1905.

Ellen White escreveu: “... Nenhum alfinete deve ser removido no que o Senhor estabeleceu... Encontraríamos nós segurança, em menos do que o Senhor nos tem dado nesses últimos cinquenta anos?” Review and Herald, 25 de maio de 1905, par. 28.

“Aqueles que procuram remover os velhos marcos, não estão retendo firmemente; eles não estão se lembrando de como receberam e ouviram. Os que tentam introduzir teorias que removeriam os pilares de nossa fé quanto ao santuário ou quanto à personalidade de Deus ou de Cristo, estão agindo como cegos. Estão procurando introduzir incertezas e deixar o povo de Deus à mercê das ondas, sem uma âncora.” Manuscript Release, 760, págs. 9, 1905 (Este manuscrito encontra-se separado dos restantes no site http://egwwritings.org/).

"Quando o homem vier para mudar um alfinete do fundamento que Deus estabeleceu por seu Espírito Santo, permita que os homens de idade que foram os pioneiros no nosso trabalho falem claramente, e permita que aqueles que estão mortos também falem, re-imprimindo os seus artigos em nossas revistas. Focalize os ráios da divina luz que Deus tem dado, como Ele tem guiado seu povo passo a passo no caminho da verdade. Essa verdade prevalecerá no teste do tempo e da experiência". Manuscript Release, vol. 1, nº 55, (A Warning against False Theories), 24 de Maio de 1905, par. 1.

“Estive encarregada de dizer ao povo, que o diabo possui artifício após artifício, e os utiliza de maneira que não esperam. As agências de Satanás inventarão meios para  disfarçar pecadores de santos. Digo a vocês agora, que quando eu for ao descanso, grandes mudanças ocorrerão. Não sei quando serei levada; e desejo alertar a todos contra os artifícios do diabo. Quero que o povo saiba que eu os alertei claramente antes da minha morte. Não sei especificamente quais mudanças ocorrerão...Manuscript Release 1, 1915.

Apresento ainda alguns testemunhos relativos ao tema da trindade, posteriores à morte de Ellen White:

H. W. Carr: “É agora defendido por alguns de nossos líderes que o Espírito Santo é uma terceira pessoa da mesma natureza do Pai e do Filho, um membro do trio celestial, cooperador em criação e pessoalmente activo com o Pai e o Filho. Por muitos anos tenho usado estas citações da Sra. White [citações anteriormente apresentadas nesta carta] para combater falsos ensinos relativamente a definir o Espírito Santo.” (Carta de H. W. Carr para Willie White, 24 de Janeiro, 1935)

Willie White: “Na sua carta você pediu-me que lhe dissesse o que eu compreendo ser a posição de minha mãe em relação à personalidade do Espírito Santo. Isto eu não posso dizer porque eu nunca compreendi claramente os seus ensinos acerca desse assunto. Sempre houve em minha mente alguma perplexidade sobre o significado das suas expressões, as quais, para a minha superficial maneira de pensar parecem ser um tanto ou quanto confusas….

As frases e argumentos de alguns de nossos ministros em seu esforço para provar que Espírito Santo era uma pessoa como Deus o Pai e Cristo, o Filho Eterno, têm-me deixado perplexo e por vezes têm-me feito ficar triste. Um ensino popular diz: “Podemos olhar para Ele (o Espírito Santo), como o companheiro que está aqui em baixo fazendo as coisas”.

As minhas perplexidades foram diminuídas um pouco quando eu aprendi do dicionário que um dos significados de personalidade, era características. Afirma-se isso de tal forma que eu concluí que pode haver personalidade sem uma forma corpórea, que é possuída pelo Pai e pelo Filho.
Há muitas passagens bíblicas que falam do Pai e do Filho e a ausência das mesmas fazendo semelhante referência, ao trabalho unido do Pai e do Espírito Santo ou de Cristo e do Espírito Santo, levou-me a crer que o espírito sem individualidade era o representante do Pai e do Filho através do universo, e era através do Espírito Santo que eles habitam em nossos corações e tornam-nos um com o Pai e com o Filho...." (Carta de Willie White em resposta a H. W. Carr, 30 de Abril, 1935)
J. S. Washburn: “Satanás tomou algumas concepções pagãs de uma monstruosidade de três cabeças, e com a intenção deliberada de lançar o desdém sobre a divindade, teceu-as no romanismo como o nosso Deus glorioso, uma impossível, absurda invenção. Esta doutrina monstruosa transplantada do paganismo para igreja Papal Romana, pretende impor a sua presença maligna nos ensinamentos da Terceira Mensagem Angélica.... (…)
Adventistas do Sétimo Dia reivindicam tomar a palavra de Deus como autoridade suprema e de terem "saído de Babilônia", de terem renunciado para sempre às vãs tradições de Roma. Se nós devessemos voltar à imortalidade da alma, purgatório, tormento eterno e ao descanso dominical, isso seria alguma coisa menos que apostasia? Se, no entanto, passarmos por cima de todos estas doutrinas menores, secundárias e aceitarmos e ensinarmos a própria raiz central, doutrina do Romanismo, a Trindade, e ensinarmos que o Filho de Deus não morreu, mesmo que nossas palavras pareçam ser espirituais, é isto alguma coisa mais ou menos que apostasia, e o Ômega da própria apostasia?...
Embora os seus sermões ou artigos possam ser agradáveis ou bonitos ou aparentemente profundos, quando um homem chega ao ponto de ensinar a doutrina pagã Católica da Trindade, e nega que o Filho de Deus morreu por nós, é ele um verdadeiro Adventista do Sétimo Dia? É ele até um verdadeiro pregador do Evangelho? E quando muitos o consideram como um grande professor e aceitam as suas teorias anti-escriturísticas, absolutamente contrárias ao Espírito de Profecia, é tempo de os vigias fazerem soar uma nota de advertência.... [Porções de uma carta escrita por J. S. Washburn em 1939. Esta carta foi tão apreciada por um presidente de conferência, que ele distribuiu para 32 de seus ministros.]
(Cartas traduzidas a partir do inglês, do site :
 http://www.elijah144.com/pioneersonthetrinity.htm)

·        Declarações Antitrinitárias de Ellen White

Novamente repito a ideia que já tinha apresentado anteriormente, que devido ao facto de pegarem em frases de Ellen White, em que ela várias vezes refere o Pai, o Filho e o Espírito Santo juntos, alguns pretendem que ela fosse trinitária. No entanto como podemos confirmar pelas seguintes declarações, ocorre precisamente o contrário:


Há alguns que, tendo aceito teorias errôneas, procuram estabelecê-las colecionando de meus escritos declarações verídicas, as quais são por eles usadas fora de seu devido contexto e deturpadas pela associação com o erro.” Carta 136, 27 de Abril, 1906, para os irmãos Butler, Daniels, and Irwin, (This Day with God, pág. 126, 1906).
“Os que querem duvidar têm suficiente oportunidade para isso. Deus não se propõe fazer desaparecer toda ocasião para a incredulidade. Apresenta evidências que precisam ser cuidadosamente investigadas com espírito humilde e suscetível ao ensino; e todos devem julgar pela força dessas mesmas evidências.” Testemunhos Para a Igreja, Vol. III, pág. 255.
 Identificar a Verdade – Quando o poder de Deus testifica sobre o que é a verdade, aquela verdade permanece para sempre como a verdade. Nenhumas pós-suposições, contrárias à luz que Deus tem dado, devem ser recebidas. Surgirão homens com interpretações das Escrituras que para eles são a verdade, mas que não são a verdade. A verdade para este tempo, Deus no-la deu como um fundamento para a nossa fé. Ele próprio nos ensinou o que é verdade. Um surgirá, e ainda outro, com uma nova luz que contradiz a luz que Deus tem dado pela demonstração de Seu Santo Espírito.

Alguns dos que passaram pela experiência adquirida no estabelecimento desta verdade, ainda estão vivos. Deus graciosamente preservou suas vidas, para repetirem e repetirem até o fim de suas vidas, a experiência por que passaram tal como fez o apóstolo João, mesmo até ao fim de sua vida. E os porta-estandartes, que caíram na morte, devem falar através da reimpressão de seus escritos. Fui instruída que, deste modo, suas vozes devem ser ouvidas. Eles devem levar avante seu testemunho sobre o que constitui a verdade para este tempo.Preach the Word, pág. 5, (Counsels to Writers and Editors, págs. 31, 32, 1905).

E a vida eterna é esta”, disse Jesus, “que Te conheçam a Ti só por único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste.”João 17:3.Ciência do Bom Viver, págs. 410.

O espiritismo moderno, repousando sobre a mesma base, não é senão um reavivamento, sob uma nova forma, da feitiçaria e culto aos demônios que Deus condenou e proibiu na antiguidade. Acha-se ele predito nas Escrituras, que declaram que "nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios". I Tim. 4:1. Paulo, em segunda carta aos tessalonicenses, indica a operação especial de Satanás pelo espiritismo, como um acontecimento a ocorrer imediatamente antes do segundo advento de Cristo. Falando da segunda vinda de Cristo, declara que ela é "segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira". II Tess. 2:9. E Pedro, descrevendo os perigos a que a igreja estaria exposta nos últimos dias, diz que, assim como houve falsos profetas que levaram Israel ao pecado, haverá falsos ensinadores "que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou. ... E muitos seguirão as suas dissoluções". II Ped. 2:1 e 2. Aqui o apóstolo indicou uma das mais assinaladas características dos ensinadores espíritas. Eles se recusam a reconhecer a Cristo como o Filho de Deus. Com relação a tais instrutores o amado João declara: "Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? É o anticristo esse mesmo que nega o Pai e o Filho. Qualquer que nega o Filho, também não tem o Pai." I João 2:22 e 23. O espiritismo, negando a Cristo, nega tanto ao Pai como ao Filho, e a Bíblia denuncia-o como manifestações do anticristo.Patriarcas e Profetas, pág. 686.
Não é aos homens que devemos exaltar e adorar, é a Deus, o único Deus verdadeiro e vivo, a quem são devidos nosso culto e reverência. (...) Unicamente o Pai e o Filho devem ser exaltados.” Filhos e Filhas de Deus, 21 de fevereiro de 1956, pág. 58 (The Youth's Instructor, 7 de julho de 1898).
Vi um trono, e assentados nele estavam o Pai e o Filho. Contemplei o semblante de Jesus e admirei Sua adorável pessoa. Não pude contemplar a pessoa do Pai, pois uma nuvem de gloriosa luz O cobria. Perguntei a Jesus se Seu Pai tinha a mesma aparência que Ele. Jesus disse que sim, mas eu não poderia contemplá-Lo, pois disse: “Se uma vez contemplares a glória de Sua pessoa, deixarás de existir.Primeiros Escritos, pág. 54.
Pai e Filho empenharam-Se na grandiosa, poderosa obra que tinham planejado - a criação do mundo. (…) 
Depois que a Terra foi criada, com sua vida animal, o Pai e o Filho levaram a cabo Seu propósito, planejado antes da queda de Satanás, de fazer o homem à Sua própria imagem. Eles tinham operado juntos na criação da Terra e de cada ser vivente sobre ela. E agora, disse Deus a Seu Filho: "Façamos o homem à  Nossa imagem." Gên. 1:26. Redimidos, pág. 17. 
“Adão e Eva estavam encantados com as belezas de seu lar edênico. Eram deleitados com os pequenos cantores em torno deles, os quais usavam sua brilhante e graciosa plumagem, e gorjeavam seu feliz, jubiloso canto. O santo par unia-se a eles e elevava sua voz num harmonioso cântico de amor, louvor e adoração ao Pai e a Seu amado Filho pelos sinais de amor ao seu redor.” Redimidos, pág. 19 (ou História da Redenção, págs. 22 e 23).
Vi o adorável Jesus e contemplei uma expressão de simpatia e tristeza em Seu rosto. Logo eu O vi aproximar-Se da luz extraordinariamente brilhante que cercava o Pai. Disse meu anjo assistente: Ele está em conversa íntima com o Pai. A ansiedade dos anjos parecia ser intensa, enquanto Jesus Se comunicava com Seu Pai. Três vezes foi encerrado pela luz gloriosa que havia em redor do Pai; na terceira vez, Ele veio de Seu Pai, e podia ser visto. (…)
Fez então saber ao exército angelical que um meio de livramento fora estabelecido para o homem perdido. Dissera-lhes que estivera a pleitear com Seu Pai, oferecera-Se para dar Sua vida como resgate e tomar sobre Si a sentença de morte, a fim de que por meio dEle o homem pudesse encontrar perdão”. Redimidos, pág. 30.
“O plano da redenção foi estabelecido em conselhos entre o Pai e o Filho.”Review and Herald, 28 de Maio, 1908, par. 12.
Todas as hostes celestes rodeiam o seu Chefe regressado e esperam vê-l’O tomar assento no trono do Pai
Jesus, porém, não pode aceitar ainda a coroa de glória e as vestes reais. Tem uma requisição a fazer ao Pai  relativamente aos Seus escolhidos na terra. (…) 
Antes de serem  lançadas as bases da Terra, o Pai e o Filho haviam concordado em salvar o homem caso ele fosse vencido por Satanás. (…)
A resposta do Pai a este apelo traduz-se nesta proclamação:
Todos os anjos de Deus O adorem.” Heb. 1:6.
Jubilosos, os chefes da milícia celeste tributam adoração ao Redentor. O exército inumerável de anjos reverentemente curva-se perante Ele, e os paços celestes ecoam  com esta exclamação: 
“Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força e honra, e glória, e acções de graça." Apoc. 5:12. 
Os seguidores de Cristo estão aceitos “no Amado”. Em presença dos exércitos celestiais o Pai ratifica o pacto com o Filho mediante o qual Se compromete a receber o pecador penitente, amando-o como ao próprio Filho. (…)
Todos os céus proclamam a uma voz: 
"Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, sejam dadas acções de graça, e honra, e a glória, e poder para todo o sempre." Apoc. 5:13.” Vida de Jesus, pág. 128, 129 (cap. 30, “O Salvador Assumpto”). 
Mesmo os anjos não tiveram permissão de partilhar nos conselhos entre o Pai e o Filho quando foi delineado o plano da salvação.Ciência do Bom Viver, pág. 430.
“A nuvem escura da transgressão humana colocou-se entre o Pai e o Filho. A interrupção da comunhão entre Deus e Seu Filho provocou um estado de coisas nas cortes celestiais que não podem ser descritas pela linguagem humana. A Natureza não pôde testemunhar uma tal cena como a de Cristo morrendo em agonia, enquanto carregava a pena da transgressão do homem. Deus e os anjos se vestiram de trevas, e esconderam o Salvador do olhar da multidão curiosa enquanto ele bebia os últimos goles da taça da ira de Deus (Letter 139, 1898).” Bible Commentary, vol. 5, pág. 1108, par. 3.
O plano de salvação concebido pelo Pai e pelo Filho será um grande sucesso.The Signs of the Times, 17 Junho, 1903, par. 2.
“Antes da queda do homem, o Filho de Deus uniu-se com Seu Pai no estabelecimento do plano da salvação.”Review and Herald, 13 Setembro de 1906 par. 4.
“O grandioso plano da redenção foi estabelecido antes da fundação do mundo. E Cristo, nosso Substituto e Penhor, não ficou só no maravilhoso empreendimento da redenção do homem. No plano para salvar um mundo perdido, o conselho foi entre ambos; o pacto de paz foi entre o Pai e o Filho.” The Signs of the Times, 23 Dezembro de 1897, par. 2.
“Através de Cristo, o trabalho sobre o qual o cumprimento do propósito de Deus repousa, foi realizado. Este foi o acordo nos conselhos da Divindade. O Pai designou em conselho com seu Filho, que a família humana deveria ser testada e provada, …” The Gospel Herald, 11 Junho de 1902, par. 6. 
Para que a família humana não tivesse qualquer desculpa por causa da tentação, Cristo tornou-se um com eles. O único ser que era um com Deus viveu a lei na humanidade, desceu para a vida humilde de um trabalhador comum, e trabalhou na bancada de carpinteiro com seu pai terreno.” The Signs of the Times, 14 de Outubro, 1897, par. 3)
O Soberano do Universo não estava só em Sua obra de beneficência. Tinha um companheiro - um cooperador que poderia apreciar Seus propósitos, e participar de Sua alegria ao dar felicidade aos seres criados. "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus." João 1:1 e 2. Cristo, o Verbo, o Unigênito de Deus, era um com o eterno Pai - um em natureza, caráter, propósito - o único ser que poderia penetrar em todos os conselhos e propósitos de Deus. "O Seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus forte, Pai da eternidade, Príncipe da paz." Isa. 9:6. Suas "saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade". Miq. 5:2. E o Filho de Deus declara a respeito de Si mesmo: "O Senhor Me possuiu no princípio de Seus caminhos, e antes de Suas obras mais antigas. ... Quando compunha os fundamentos da Terra, então Eu estava com Ele e era Seu aluno; e era cada dia as Suas delícias, folgando perante Ele em todo o tempo". Prov. 8:22-30.” Patriarcas e Profetas, pág. 34. 
“Pelo poder do Seu amor, através da obediência, o homem caído, um verme da terra, é transformado, ajustado para ser um membro da família celestial, um companheiro de Deus e de Cristo e dos santos anjos por eras eternas ….” The Upward Look, Fevereiro, cap. 47, pág. 61, par. 7, (Manuscrito, 16 de Fevereiro de 1900, pág. 21, “God’s Love Manifested”).
Os poderes das trevas estão dispostos contra vocês. Satanás deseja ver-vos abandonar o vosso Líder. Ele ficaria muito satisfeito em ver-vos decepcionar Aquele que fez tanto por vocês. Não cedam às suas tentações. Lutem corajosamente contra as sugestões dele. Lembrem-se que Deus e Cristo e os anjos celestiais estão lutando com vocês.The Youth's Instructor, 1 de Janeiro de 1903, par. 2.
O Filho de Deus estava logo a seguir, em autoridade, ao grande Legislador. Ele sabia que somente a Sua vida poderia ser suficiente para resgatar o homem caído.” Spirit of Prophecy, vol. 2, pág. 9, (Ver também em Lift Him Up, pág 24, par. 2).
Esta citação revela claramente a posição do Pai e do Filho. Embora Jesus seja adorado e exaltado como o próprio Jeová, bem como reconhecido com mesma autoridade aonde quer que vá, pois assim o determinou Seu Pai, no entanto, é o Filho que se sujeita ao Pai e não o contrário (I Cor. 15:27,28). O Filho foi gerado pelo Pai, vive pelo Pai e foi ressuscitado pelo Pai (Sl. 2:7; Pv. 8:22-25; Jo. 5:26 e 6:57; At. 3:15). Até mesmo o dia da Sua vinda e de Seu Pai somente é conhecida por Jeová, Seu Pai! (At. 1:7).
Embora esteja escrito que Jesus era igual a Deus (Jo. 5:18, 23; Fl. 2:6), Jesus mesmo reconheceu a Seu Pai como maior! (Jo. 14:28).


“Next to”


Relativamente a esta última citação, faço um parêntese aqui para mostrar um exemplo de como a igreja deturpa os escritos da irmã White conforme lhes convém…
De seguida apresento a citação como se acha no inglês, no site http://egwwritings.org/:
The Son of God was next in authority to the great Lawgiver. He knew that his life alone could be sufficient to ransom fallen man.” Review and Herald, 17 de Dezembro de 1872.


Em espanhol está correctamente traduzido: “El Hijo de Dios era el segundo en autoridad después del gran Legislador. El sabía que únicamente su vida podría ser suficiente para rescatar al hombre caído.” Exaltai a Jesus, pág. 18, (http://www.ellenwhitebooks.com/?l=92&p=18).

Agora vejam a tradução tendenciosa e falsa da Publicadora Atlântico (Meditações Matinais de 1998 – Exaltai-O!): “O Filho de Deus equiparava-Se em autoridade ao grande Legislador…”. Equiparava-se???


Mas voltemos às declarações da irmã White.
“A posição de Satanás no céu tinha sido a seguinte ao Filho de Deus. Ele foi o primeiro entre os anjos.” Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 341, par. 4.
Fica claro que não resta espaço para uma 3ª pessoa divina diferente do Pai e do Filho!
“Satanás, o chefe dos anjos caídos, teve outrora uma posição elevada no céu. Em honra, ele era o que estava a seguir a Cristo.” Review and Herald, 24 de Fevereiro de 1874, par. 33. 
 “O Senhor diz de Satanás que "ele não se firmou na verdade." Ele era outrora o querubim cobridor, glorioso em beleza e santidade. Ele estava a seguir a Cristo em exaltação e caráter. Foi com Satanás que a exaltação própria teve a sua origem. Ele tornou-se ciúmento de Cristo, e acusou-o falsamente, e então lançou a culpa sobre o Pai. Ele estava com inveja da posição que era ocupada por Cristo e o Pai, e ele desviou-se da sua fidelidade para com o Comandante do céu e perdeu sua alta e santa condição.” Review and Herald, 22 de Outubro de 1895, par. 1. 
“Uma oferta completa foi feita, pois “Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o seu Filho unigénito” – não um filho por criação, assim como o eram os anjos, nem um filho por adoção, como o é o pecador perdoado, mas um Filho gerado à expressa imagem da pessoa do Pai, e em todo o brilho de sua majestade e glória, um igual a Deus em autoridade, dignidade e perfeição divina. Nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade.” The Signs of the Times, 30 Maio de 1895, par. 3. 
“Antes de Cristo ter vindo na semelhança de homem, ele existiu na expressa imagem de seu Pai.” Youth’s Instructor, 20 de Dezembro de 1900.
 “O Pai Eterno, o imutável, deu o seu Filho unigênito, tirou de seu seio Aquele que foi feito à expressa imagem de sua pessoa, e enviou-o à Terra, para revelar como ele amava muito a humanidade.” Review and Herald, 9 de Julho de 1895, par. 13.
Cristo é o Filho de Deus em acção e em verdade e no amor, e é o representante do Pai, bem como o representante da raça humana.” Manuscript Releases, vol. 14, nº1094 (Leaders to be Under the Discipline of God; Christ’s Power can Transform Human Nature), pág. 83, par. 2. 

As Escrituras indicam com clareza a relação que há entre Deus e Cristo, e com idêntica clareza apresentam a personalidade e individualidade de cada um.

“Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo. O qual, sendo o resplendor da Sua glória, e a expressa imagem da Sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do Seu poder, havendo feito por Si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-Se à destra da Majestade nas alturas; feito tanto mais excelente do que os anjos, quanto herdou mais excelente nome do que eles. Porque, a qual dos anjos disse jamais: Tu és Meu Filho, hoje Te gerei? e outra vez: Eu Lhe serei por Pai, e Ele Me será por Filho?” Hebreus 1:1-5.

Deus é o Pai de Cristo; Cristo é o Filho de Deus. A Cristo foi atribuída uma posição exaltada. Foi feito igual ao Pai. Cristo participa de todos os desígnios de Deus.Testemunhos para a Igreja, vol. 8, pág. 268

Havia os que estavam ativos em disseminar idéias falsas acerca de Deus. Foi-me dada luz de que esses homens estavam tornando sem efeito a verdade, por meio de seus falsos ensinos. Fui instruída de que estavam desviando pessoas, apresentando teorias especulativas relativamente a Deus. … Esse é apenas um dos casos em que fui chamada a repreender os que estavam apresentando a doutrina de um Deus impessoal permeando toda a natureza, e erros semelhantes.” Testemunhos para a Igreja, vol. 8, págs. 292, 293.

NEle [Cristo] havia vida, original, não tomada por empréstimo, não derivada. Essa vida não é inerente ao homem. Ele só a pode possuir mediante Cristo. Não a pode ganhar por mérito; é-lhe dada como dádiva livre, se ele crer em Cristo como seu Salvador pessoal. “A vida eterna é esta: que Te conheçam, a Ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” João 17:3. Esta é a fonte de vida, aberta ao mundo.” Signs of the Times, 8 de Abril de 1897; também em Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 296, par. 2.

Aqueles que apontam a primeira frase da anterior citação, como prova de que Cristo é o Eterno Deus, o Todo-poderoso, como parte de uma trindade, leiam o resto do parágrafo e o seu argumento cai completamente por terra! Pois se o homem também pode possuir essa vida original, então, seguindo a lógica dos que assim argumentam, o homem passaria a ser também Deus, o que é completamente falso, uma autêntica blafémia!

Essa vida original procede de Deus, que a deu a Cristo e Ele, por sua vez, a concede a todos os homens que crêem n’Ele como seu Salvador pessoal.

“Porque, como o Pai tem a vida em si mesmo, assim deu também ao Filho ter a vida em si mesmo”. “Assim como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo pelo Pai, assim, quem de mim se alimenta, também viverá por mim.” Jo. 5:26; 6:57.

Devemos notar que Cristo não é um Deus menor, nem tão pouco Deus o Filho. Jesus é o Filho de Deus. Deus é o Pai de Jesus Cristo, e por isso os atributos divinos do Pai se manifestam em Seu Filho. O Pai O exaltou e Lhe concedeu Sua autoridade e honra.

O Filho de Deus Morreu de Facto!
"Jesus Cristo, em quem a natureza divina e humana estavam combinadas, morreu literalmente por nós. Muitos afirmam a partir de algumas frases de Ellen White, que Jesus não morreu em Sua natureza divina. Se assim fosse, o sacrifício de Jesus seria inválido, pois não teria sido o Filho de Deus a morrer por nós, mas simplesmente um homem. Como poderia a natureza divina ser independente da humana se estavam combinadas ou fundidas?! Não seria isso uma teoria espírita e uma negação clara de que somente o Pai é o Eterno Deus, imortal e invisível (Tm. 6:15,16)?!

Analisemos as seguintes frases:
 A divindade e a humanidade estão combinadas naquele que tem o espírito de Cristo.” Youth’s Instructor, 30 de Junho de 1892, par. 3, (Ver também em Sons and Daughters of God, pág. 24).
“Compare isto com as riquezas da glória, a riqueza de louvor emanando de línguas imortais,  os milhões de ricas vozes no universo de Deus em hinos de adoração. Mas ele se humilhou a Si mesmo, e tomou a mortalidade sobre Ele. Como membro da família humana, ele era mortal, mas como Deus, ele era a fonte de vida para o mundo. Ele poderia, na sua pessoa divina, resistir sempre ao avanço da morte, e recusar-se a ficar sob seu domínio, mas ele voluntariamente entregou a sua vida, pois fazendo assim ele poderia dar vida e trazer à luz a imortalidade. Ele levou os pecados do mundo, e sofreu a penalidade, que esmagou sua alma divina como uma montanha. Ele entregou a sua vida em sacrifício, para que o homem não morresse eternamente. Ele morreu, não por ter sido obrigado a morrer, mas de sua livre vontade. Isto foi humildade. Todo o tesouro do céu foi derramado numa só dádiva para salvar o homem caído. Ele trouxe em sua natureza humana todas as energias vivificantes que os seres humanos precisarão e devem receber.” Review & Herald, 4 de Setembro de 1900, par. 5 (Ver também em O Desejado de Todas as Nações, no último par. do cap. 52).    
 “Os homens precisam entender que a Divindade sofreu e mergulhou nas agonias do Calvário. MS 153, 1898.” Ellen White, S.D.A. Bible Commentary, vol. 7, pág. 907, par. 2, (That I May Know Him, pág. 70, par. 2). 

“Jesus disse a Maria: “Não me toques; porque ainda não subi para meu Pai”. Quando Ele fechou os olhos na morte sobre a cruz, a alma de Cristo não foi logo para o céu, como muitos acreditam, ou como poderiam ser verdade Suas palavras “Eu ainda não subi para meu Pai”? O espírito de Jesus dormiu no túmulo com Seu corpo, e não voou rumo ao céu, para lá manter uma existência separada, e olhar desde cima para os discípulos de luto, a embalsamar o corpo de que tinha levantado voo. Tudo o que abrangia a vida e a inteligência de Jesus permaneceu com seu corpo no sepulcro, e quando ele saiu de lá, o fez como um ser completo; ele não teve que invocar o seu espírito do céu. Ele tinha poder para dar a Sua vida e tomá-la novamente.” Ellen White, S.D.A. Bible Commentary, vol. 5, págs. 1150, par. 6, (Ver também The Spirit of Prophecy, vol.3, págs. 203, 204). 

Quando Jesus expôs diante de seus discípulos o facto de que ele deveria ir a Jerusalém para sofrer e morrer nas mãos dos sacerdotes e dos escribas, Pedro tinha presunçosamente contradito seu Mestre, dizendo: "Longe de ti, Senhor; isso não te acontecerá”. Ele não podia conceber ser possível que o Filho de Deus fosse morto. Satanás sugeriu à sua mente que, se Jesus era o Filho de Deus, ele não podia morrer. Spirit of Prophecy, vol. 3, cap. 17, (Jesus at Galilee), pág. 231, par. 1.
Mais adiante irei analisar mais detalhadamente a razão pela qual, não só em relação a este assunto, mas também em relação a outros, se encontram claras contradições nos escritos de Ellen White. (ver parte 2: http://1assimdizosenhor.blogspot.com/2011/02/maos-criminosas-parte-2.html)

Seguidamente apresento frases que demonstram com clareza que Jesus é o nosso único Consolador, e que o Espírito Santo, não é senão o Espírito do próprio Pai e de Seu Filho Jesus Cristo.
O Salvador é nosso Consolador. Que Ele o é, já o pude comprovar. Manuscript Releases, vol. 8, nº548 (How Ellen White Bore Suffering), 16 de Julho de 1892, pág. 49, par. 3. 
As noites são longas e dolorosas, mas Jesus é meu Consolador, e minha esperança.Manuscript Releases, vol.19, nº1405 (Excerpts From Diary, July 6-31, 1892; Strong Expressions of Faith in Spite of Physical Trials), Preston, Melbourne, 23 de Julho de 1892, pág. 296, par. 2. 
Cristo é tudo para aqueles que o receberam. Ele é o Consolador, sua segurança, sua saúde. Sem Cristo não há nenhuma luz. Manuscript Releases, vol. 21, nº1578 (News from Australia; A Call to Sanctification and to Work for Souls, escrito em 24 Agosto de 1897 em Sunnyside, Cooranbong, N.S.W., to Edson and Emma White), page 372, par.1. 
Não existe consolador como Cristo, tão terno e tão verdadeiro. Ele é tocado com o sentimento das nossas enfermidades. Seu Espírito fala ao coração. (...) A influência do Espírito Santo é a vida de Cristo na alma.” Review and Herald, 26 Outubro de 1897, par. 15. “A razão pela qual as igrejas estão fracas e doentes e prestes a morrer, é que o inimigo trouxe influências de natureza desencorajadora sobre almas vacilantes. Ele procurou tapar a Jesus da sua vista como o Consolador, como alguém que reprova, que adverte, que admoesta, dizendo: "Este é o caminho, andai nele.Review and Herald, 26 de Agosto de 1890, par. 10, (Também em Reflecting Christ, pág. 21).
O Espírito Santo é o representante de Cristo, mas despojado da personalidade humana, e dela independente. Limitado pela humanidade, Cristo não poderia estar em toda parte em pessoa. Era, portanto, do interesse deles que fosse para o Pai, e enviasse o Espírito como Seu sucessor na Terra. Ninguém poderia ter então vantagem devido a sua situação ou seu contato pessoal com Cristo. Pelo Espírito, o Salvador seria acessível a todos. Nesse sentido, estaria mais perto deles do que se não subisse ao alto. (…)

O Espírito Santo era o mais alto dos dons que Ele podia solicitar do Pai para exaltação de Seu povo. Ia ser dado como agente de regeneração, sem o qual o sacrifício de Cristo de nenhum proveito teria sido. O poder do mal se estivera fortalecendo por séculos, e alarmante era a submissão dos homens a esse cativeiro satânico. Ao pecado só se poderia resistir e vencer por meio da poderosa operação da terceira pessoa da Trindade [alteração, no original estava Divindade], a qual viria, não com energia modificada, mas na plenitude do divino poder. É o Espírito que torna eficaz o que foi realizado pelo Redentor do mundo. É por meio do Espírito que o coração é purificado. Por Ele torna-se o crente participante da natureza divina. Cristo deu Seu Espírito como um poder divino para vencer toda tendência hereditária e cultivada para o mal, e gravar Seu próprio caráter em Sua igreja. O Desejado de Todas as Nações, págs. 669, 671.
Impedido pela humanidade, Cristo não poderia estar em todos os lugares pessoalmente; então foi para vantagem deles [os discípulos] que Ele deveria deixá-los, ir para o Pai, e enviar o Espírito Santo para ser o Seu sucessor na terra. O Espírito Santo é Ele mesmo, despido da personalidade da humanidade e independente dela. Ele Se representaria como estando presente em todos os lugares pelo Seu Espírito, como o Onipresente.Manuscript Releases, vol. 14, nº1084 (Individual Responsibility to Accept Truth; Christ, the Great “I AM”; The Holy Spirit and His Work), 19 de Fevereiro de 1895, pág. 23, par. 3.

Conselho dado ao irmão Chapman que acreditava que o Espírito Santo era o anjo Gabriel:
Suas idéias dos dois temas que você mencionou não se harmonizam com a luz que Deus me deu. A natureza do Espírito Santo é um mistério não revelado claramente, e você nunca será capaz de explicar isso para os outros, porque o Senhor não lho revelou. Você pode reunir passagens das escrituras e basear suas conclusões nelas, mas a aplicação não está correta. As explicações pelas quais você sustenta a sua posição não são sensatas. Você pode levar alguns a aceitar as suas explicações, mas não lhes está a fazer bem, nem tão pouco eles, ao aceitarem os seus pontos de vista, são capazes de fazer o bem aos outros.
Não é essencial para você conhecer e ser capaz de definir exatamente o que é o Espírito Santo. Cristo nos diz que o Espírito Santo é o Consolador, e o Consolador é o Espírito Santo, “o Espírito da verdade, que o Pai enviará em meu nome”. “E eu rogarei ao Pai e Ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não O vê, nem O conhece: mas vós o conheceis, porque habita convosco e estará em vós” [João 14:16, 17]. Isto refere-se à omnipresença do Espírito de Cristo, chamado o Consolador. Novamente Jesus disse: "Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas vós não podeis suportar agora. Mas quando vier o Espírito da verdade, Ele vos guiará a toda a verdade” [João 16:12, 13].
Há muitos mistérios que eu não procuro entender ou explicar, pois eles são muito elevados para mim, e para si. Em alguns desses pontos, o silêncio é ouro. Piedade, piedade, santificação da alma, corpo e espírito, isto é essencial para todos nós. “Esta é a vida eterna: que Te conheçam a Ti, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” [João 17:3]. “Esta é a vontade daquele que me enviou: que todo aquele que vê o Filho, e crê nele, tenha a vida eterna” [João 6:40].” Manuscript Releases, vol. 14, nº 1107 (The Importance of Unity; The Holy Spirit a Mystery), 11 de Junho de 1891, pág. 179, pars. 1-3.
É interessante que Ellen White não apresenta em sua carta a este irmão, nenhuma argumento que indique que o Espírito Santo é uma pessoa como o Pai e o Filho. Se ela assim acreditasse, deveria ter demonstrado indignação por se rebaixar o Espírito Santo à posição de um anjo. No entanto, ela simplesmente manifesta repúdio pelo facto de se querer pesquisar para além daquilo que está revelado, referindo-se ao Espírito Santo com a expressão “o que é” e a “omnipresença do Espírito de Cristo”. Esta expressões demonstram com clareza a posição antitrinitária de Ellen White.
“Aquele que vencer, o mesmo será vestido de vestes brancas; e eu não” — Oh, quão precioso é esse “não”! — “eu não riscarei o seu nome do livro da vida, mas confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos Seus anjos. “Quando os portões da cidade de Deus girarem em torno de seus reluzentes gonzos, e as nações que têm mantido a verdade lá entrarem, Cristo estará lá para nos dar as boas-vindas, para chamar-nos benditos do Pai, porque vencemos. Ele vai acolher-nos diante do Pai e diante dos Seus anjos. À medida que entramos no reino de Deus, para ali passar a eternidade, as provas, as dificuldades e perplexidades que nós tivemos aqui vão reduzir-se à insignificância. A nossa vida será comparada com a vida de Deus.
Está diante de mim uma grande congregação. Quantos de vocês estão confessando Cristo diante do mundo? Ele confessará diante do Seu Pai e diante dos santos anjos os nomes daqueles que O confessaram aqui.” The General Conference Bulletin, 6 de Abril de 1903, par. 6 e 7.

Ao contrário daquilo que pensam os trinitários, o Consolador não é outro senão o próprio Cristo, em Espírito. Este Espírito procede do Pai para o Filho, e de Cristo para nós. Jesus verdadeiramente morreu como ser divino, pois o único que é imortal é o Pai. Não existe um 3º ser divino diferente do Pai e do Filho. À parte deles existem os anjos, e a seguir a Cristo, o anjo Gabriel é aquele que mais autoridade tem, não sendo contudo o Espírito Santo, como já pudemos observar. No entanto, é pelo ministério dos anjos que o Espírito de Deus actua, pois também eles são cheios do Espírito Santo de Deus!

·         Ellen White Aprova e Aconselha Livro Antitrinitário de Urias Smith


Não posso também ignorar o facto de Ellen White ter elogiado Urias Smith, que era semi-ariano, e seu livro Daniel e Apocalipse, que apresenta pontos de vista antitrinitários.

Ellen White escreveu acerca de Urias Smith: Podemos facilmente contar os primeiros portadores de responsabilidades que ainda vivem [1902]. Pastor [Urias] Smith ligou-se a nós no princípio da obra publicadora. Trabalhou junto a meu marido. Esperamos ver sempre seu nome na Review and Herald, encabeçando a lista dos redatores, pois assim deve ser. Os que iniciaram a obra, que combateram bravamente quando a peleja era árdua, não devem agora perder sua firmeza. Devem ser honrados pelos que entraram para a obra depois de haverem sido suportadas as privações mais duras.

Tenho muita simpatia para com o Pastor Smith. Meu interesse vital na obra de publicações está ligado ao dele. Veio ele ter conosco quando jovem, possuindo talentos que o habilitavam para ocupar o lugar de redator. Como me alegro quando leio os seus artigos na Review - tão excelentes, tão repletos de verdade espiritual! Dou graças a Deus por eles. Sinto forte simpatia pelo Pastor Smith, e creio que seu nome deve sempre aparecer na Review, como redator principal. Assim Deus deseja. Quando, alguns anos atrás, seu nome foi colocado em segundo lugar, senti-me ferida. Quando de novo foi colocado em primeiro lugar, chorei, e disse: "Graças a Deus!" Oxalá fique sempre ali, como Deus deseja que continue, enquanto a mão direita do Pastor Smith puder empunhar uma pena. E quando faltar o poder de sua mão, que seus filhos escrevam, ditando-lhes ele.” Mensagens Escolhidas, Vol. II, pág. 225.

Em seu livro, Urias Smith escreveu:Ao Cordeiro, assim como ao Pai que está assentado sobre o trono, é rendido louvor neste cântico de adoração. Um grande número de comentadores viram aqui uma prova da eternidade de Cristo com o Pai; aliás, dizem eles, não se atribuiria aqui à criatura a adoração que pertence apenas ao Criador. Mas esta não é talvez a conclusão necessária. As escrituras em parte alguma falam de Cristo como de um ser criado, mas claramente afirmam que Ele foi gerado pelo Pai. (Ver comentários à Apoc. 3:14, onde demonstramos que Cristo não é um ser criado). Mas enquanto, como Filho gerado, não possuía com o Pai uma co-eternidade de existência pretérita, o começo da sua existência é anterior a toda obra da criação, em relação a qual Ele foi criador juntamente com Deus. João 1:3; Heb. 1:3. Não podia o Pai ordenar que se prestasse a tal ser adoração igual a Sua, sem se tratar de idolatria da parte dos adoradores? Ele elevou-o a posições em que é próprio ser adorado, e além disso ordenou que se lhe prestasse adoração, o que não teria sido necessário se Ele fosse igual ao Pai em eternidade de existência. O próprio Cristo declara que “como o Pai tem a vida em Si mesmo, assim deu ao Filho ter a vida em Si mesmo.” João 5:26. O Pai “exaltou-O soberanamente, e deu-lhe um nome que é sobre todo o nome”. Fil. 2:9. E o próprio Pai diz: “E todos os anjos de Deus O adorem.” Heb. 1:6. Estes testemunhos mostram que Cristo agora é objeto de adoração igualmente com o Pai; mas não provam que tenha com Ele uma eternidade de existência passada.” Urias Smith, Profecias do Apocalipse, pág. 82, pela Publicadora Atlântico em 1945.

Acerca deste livro Ellen White escreveu:A luz dada foi que Daniel e Apocalipse, O Grande Conflito e Patriarcas e Profetas se venderiam. Eles contêm exatamente a mensagem de que o povo necessita, a luz especial que Deus deu a Seu povo. Os anjos de Deus preparariam o caminho para estes livros no coração do povo. Special Instruction Regarding Royalties, pág. 7.” O Colportor Evangelista, págs. 123,124 (1899 – e nos anos posteriores, Ellen White repetiu a mesma ideia).
“A luz especial que Deus deu a Seu povo”… Não admira que este livro tenha sido alterado e por fim até retirado de circulação! É que contém verdades desagradáveis para a actual organização da IASD.

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A ansiedade é cega, e não pode discernir o futuro; mas o Filho do Altíssimo vê o fim desde o começo. Em toda dificuldade tem Ele um caminho preparado para trazer alívio. Nosso Pai celestial tem mil modos de providenciar em nosso favor, modos de que nada sabemos. Os que aceitam como único princípio tornar o serviço e a honra do Altíssimo o supremo objetivo, hão de ver desvanecidas as perplexidades, e uma estrada plana diante de seus pés. (DTN, pág. 273).


"Conquanto Yahuh possa ser justo, e contudo justifique o pecador pelos méritos de Seu Filho, nenhum homem pode trajar-se com os vestidos da justiça de Yahushua, enquanto praticar pecados conhecidos ou negligenciar deveres conhecidos. O Altíssimo requer a completa entrega do coração, antes que a justificação tenha lugar; e a fim de o homem reter a justificação, deve haver contínua obediência, mediante fé viva e ativa que opera por amor e purifica a alma." - Review and Herald, 4 de novembro de 1890.







Os profetas e os apóstolos não aperfeiçoaram o carácter cristão por um milagre. Eles usaram os meios que YAHUH colocou ao seu alcance, e todos os que empreenderem um esforço semelhante assegurarão um resultado semelhante. (Spirit of Prophecy, vol. IV, cap. 22, pág. 305).


Precisam-se...

"A maior necessidade do mundo é a de homens - homens que se não comprem nem se vendam; homens que no íntimo da alma sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome exato; homens, cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao pólo; homens que permaneçam firmes pelo que é reto, ainda que caiam os céus."


Ellen White, Educação, pág. 57.




É intuito do Pai Celeste preservar entre os homens, mediante a observância do sábado, o conhecimento de Si mesmo. Seu desejo é que o sábado nos aponte a Ele como o único Soberano verdadeiro, e pelo conhecimento dEle possamos ter vida e paz. Ellen G. White, 3 TS, 16 (1900), Eventos Finais, 68.